A alguém certamente já questionou sobre por qual motivo a torre de Pisa, na Itália, mantém-se em pé apesar da inclinação para um dos lados. A resposta encontrada, descartando-se argumentos técnicos mais complexos, foi: há um ponto de equilíbrio mantendo-a firme apesar da inclinação. Como seria isso? Vamos tentar criar um esquema bastante simples abaixo, só para efeito visual:
O ponto de equilíbrio está no centro da torre (linha verde), separando igualmente os dois lados dela (massa A=azul e massa B=vermelha), eliminando as diferenças. O que pesa na parte superior do lado B(vermelho) é compensado pelo peso inferior do lado A(azul). Desta forma, há uma inclinação para um dos lados, sem dúvida, mas há compensação do peso na base da parte oposta, gerando um ponto de equilíbrio na massa total da torre, algo que certamente ajuda a mantê-la de pé.
Este post é uma continuação de:
Depois da alegoria (ou linguagem figurativa) acima, pergunto: O que mantém uma pessoa VIVA em meio ao elevado número de casos de violência que a cerca? Em outras palavras, quem está a salvo? Eu poderia encerrar qualquer argumento respondendo que : ninguém está a salvo, a não ser pela ausência dos fatores de risco.
O trabalho de segurança privada (assim como da segurança pública, só que de um modo todo peculiar) consiste de ações, mecanismos, procedimentos e práticas que visam afastar os fatores de risco. Por exemplo, quando caixas eletrônicos (auto-atendimento bancário) são instalados em um centro comercial, onde antes não haviam tais equipamentos, a presença de dinheiro em espécie(e não cartões de créditos, débitos e afins) atrai uma modalidade de crimes que acompanham estes sistemas. Junto com a instalação desses mecanismos surge o fator de risco e cria-se a demanda por adequação da segurança preventiva neste centro comercial.
Agora, quando voce trás isso para a questão pessoal, da segurança pessoal, necessário é identificar quais são os possíveis fatores de risco à pessoa. Que medidas eu adoto ao sair de casa, o que eu ostento que possa atrair uma nova modalidade de crimes, se eu me exponho, se meus hábitos mudaram, se para melhor ou pior, que lugares eu frequento ultimamente, são perguntas não desprezíveis para quem quer desenvolver uma postura comportamental que lide melhor com os fatores de risco.
Por exemplo: Voce chega em casa todos os dias no mesmo horário? Se sua rua é via de mão dupla, voce costuma chegar ao portão pelo mesmo lado da rua? Quantas vezes ao chegar em casa voce já desconfiou das pessoas em torno da área? Voce tem prestado atenção nas mudanças ocorridas na população (quem é morador novo, quem partiu, por que deixou de morar, que novos estabelecimentos foram instalados nos últimos meses), são perguntas oportunas. Claro, voce não precisa sair perguntando a todos, como se fosse um estagiário de jornalismo, é óbvio. Mas, ao menos já levantou estas questões a si mesmo?
No meio da noite, enquanto vai pegar água na geladeira, ouça o silêncio e pergunte-se: o que me mantém a salvo de tudo aquilo que amanhã será manchete nos noticiários? A resposta talvez seja: eu estou bem porque, e simplesmente por isso, ninguém pretendeu até então ver minha pelo do lado avesso. Sim, voce não tem caso com ninguém e é por isso que ninguém urde nenhuma trama contra voce. Caso contrário, sugiro que voce leia ou reconsidere, caso já tenha lido, o post de número 2.
Um dos fatores de risco à segurança pessoal diz respeito a "casos" de entreveros e situações de conflitos, dos mais variados níveis, com pessoas com as quais voce convive, levando-se em conta todos os graus de proximidade. Neste aspecto, como está o seu ponto de equilíbrio? Sua confiança é embasada numa análise sincera e acertada ou numa visão ilusória? Voce tem ideia de quantas pessoas tidas em sua comunidade como "gente fina", querido de todos, na verdade possuíam "contas a acertar"(dai vem a expressão vulgar "acerto de contas" para designar crimes motivados por vingança) com alguém?
O ideal é que a pessoa evite ao máximo o surgimento desses "casos", procurando viver de forma isenta em relação a aqueles com quem compartilha algo, mesmo que seja simplesmente a fila na padaria pela manhã. Ache, ou retome, seu ponto de equilíbrio, algo que certamente o ajudará a manter-se de pé em meio às "inclinações" do dia-a-dia. Isso é um forte aliado a ações mais práticas de defesa pessoal, um assunto que será levantado um pouco mais adiante.
Caso se disponha, o áudio logo abaixo é bastante pertinente a este post.
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O ponto de equilíbrio está no centro da torre (linha verde), separando igualmente os dois lados dela (massa A=azul e massa B=vermelha), eliminando as diferenças. O que pesa na parte superior do lado B(vermelho) é compensado pelo peso inferior do lado A(azul). Desta forma, há uma inclinação para um dos lados, sem dúvida, mas há compensação do peso na base da parte oposta, gerando um ponto de equilíbrio na massa total da torre, algo que certamente ajuda a mantê-la de pé.
Este post é uma continuação de:
Post:6 - Defesa Pessoal
Depois da alegoria (ou linguagem figurativa) acima, pergunto: O que mantém uma pessoa VIVA em meio ao elevado número de casos de violência que a cerca? Em outras palavras, quem está a salvo? Eu poderia encerrar qualquer argumento respondendo que : ninguém está a salvo, a não ser pela ausência dos fatores de risco.
O trabalho de segurança privada (assim como da segurança pública, só que de um modo todo peculiar) consiste de ações, mecanismos, procedimentos e práticas que visam afastar os fatores de risco. Por exemplo, quando caixas eletrônicos (auto-atendimento bancário) são instalados em um centro comercial, onde antes não haviam tais equipamentos, a presença de dinheiro em espécie(e não cartões de créditos, débitos e afins) atrai uma modalidade de crimes que acompanham estes sistemas. Junto com a instalação desses mecanismos surge o fator de risco e cria-se a demanda por adequação da segurança preventiva neste centro comercial.
Agora, quando voce trás isso para a questão pessoal, da segurança pessoal, necessário é identificar quais são os possíveis fatores de risco à pessoa. Que medidas eu adoto ao sair de casa, o que eu ostento que possa atrair uma nova modalidade de crimes, se eu me exponho, se meus hábitos mudaram, se para melhor ou pior, que lugares eu frequento ultimamente, são perguntas não desprezíveis para quem quer desenvolver uma postura comportamental que lide melhor com os fatores de risco.
Por exemplo: Voce chega em casa todos os dias no mesmo horário? Se sua rua é via de mão dupla, voce costuma chegar ao portão pelo mesmo lado da rua? Quantas vezes ao chegar em casa voce já desconfiou das pessoas em torno da área? Voce tem prestado atenção nas mudanças ocorridas na população (quem é morador novo, quem partiu, por que deixou de morar, que novos estabelecimentos foram instalados nos últimos meses), são perguntas oportunas. Claro, voce não precisa sair perguntando a todos, como se fosse um estagiário de jornalismo, é óbvio. Mas, ao menos já levantou estas questões a si mesmo?
No meio da noite, enquanto vai pegar água na geladeira, ouça o silêncio e pergunte-se: o que me mantém a salvo de tudo aquilo que amanhã será manchete nos noticiários? A resposta talvez seja: eu estou bem porque, e simplesmente por isso, ninguém pretendeu até então ver minha pelo do lado avesso. Sim, voce não tem caso com ninguém e é por isso que ninguém urde nenhuma trama contra voce. Caso contrário, sugiro que voce leia ou reconsidere, caso já tenha lido, o post de número 2.
Um dos fatores de risco à segurança pessoal diz respeito a "casos" de entreveros e situações de conflitos, dos mais variados níveis, com pessoas com as quais voce convive, levando-se em conta todos os graus de proximidade. Neste aspecto, como está o seu ponto de equilíbrio? Sua confiança é embasada numa análise sincera e acertada ou numa visão ilusória? Voce tem ideia de quantas pessoas tidas em sua comunidade como "gente fina", querido de todos, na verdade possuíam "contas a acertar"(dai vem a expressão vulgar "acerto de contas" para designar crimes motivados por vingança) com alguém?
O ideal é que a pessoa evite ao máximo o surgimento desses "casos", procurando viver de forma isenta em relação a aqueles com quem compartilha algo, mesmo que seja simplesmente a fila na padaria pela manhã. Ache, ou retome, seu ponto de equilíbrio, algo que certamente o ajudará a manter-se de pé em meio às "inclinações" do dia-a-dia. Isso é um forte aliado a ações mais práticas de defesa pessoal, um assunto que será levantado um pouco mais adiante.
Caso se disponha, o áudio logo abaixo é bastante pertinente a este post.





